American Horror Story 1984: Critica da Temporada

American Horror Story 1984: Critica da Temporada

Critica ‘1984’: American Horror Story sempre foi uma série que a cada temporada é esperada por todos os fãs, mesmo com seus altos e baixos, a esperança de que a próxima temporada vai ser boa ou melhor que a anterior é sempre presente. “1984” chegou com um impacto muito grande, já que além de ser a primeira temporada que não tem a participação de Sarah Paulson e Evan Peters, também é um tema que já foi utilizado em outra série de Ryan Murphy, “Scream Queens” em 2015.

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1984‘ é uma temporada que tem como tema principal os slashers dos anos 80, como ‘Sexta-Feira 13‘, ‘A Hora do Pesadelo‘, ‘O Massacre da Serra Elétrica‘, entre outros. Talvez essa tenha sido a temporada mais contida de American Horror Story, pois se manteve ao tema do começo até o final da temporada, não apresentou novos elementos e trabalhou apenas com o que foi proposto.

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Apesar de Emma Roberts ser a queridinha dos fãs com sua personagem Madison, em ‘1984‘, ela mostrou uma nova camada de atuação vivendo a Brooke, entregando pela primeira vez uma personagem inteiramente “boa”, no sentido de não ser cruel como suas personagens normalmente são na série. Essa personagem deixou os fãs intrigados, já que Emma não é conhecida por fazer personagens bonzinhos, o que acabou enganando os espectadores em pensar que talvez tivesse uma reviravolta da personagem e mostrar que ela sempre foi ruim mas acaba não acontecendo e Brooke se mantem como uma personagem boa até o final.

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O grande destaque da temporada é sem dúvida a atriz Angelica Ross, que acabou de sair da série Pose e entrou para o Elenco de American Horror Story como a misteriosa Rita/Donna, que possui um passado muito interessante envolvendo seu pai, o que acaba definindo toda sua vida depois disso, e por vezes é a personagem mais instigante de acompanhar.american horror story 1984

Billie Lourd e Leslie Grossman também são destaque, que fazem as personagens Montana e Margaret, bem enérgicas visualmente e mentalmente. As duas mostram um potencial enorme na temporada, protagonizando sem dúvida as melhores cenas ao lado de Emma Roberts e Angelica Ross. No entanto, o fato do segredo de Margaret ter sido revelado muito breve, deixou a temporada com uma sensação de que tudo foi bem previsível, e não existe reviravolta na temporada, o que é estranho levando em conta as anteriores, que apresentam algumas revelações que o público normalmente não espera.

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Zach Villa como Richard Ramirez, ampliou ainda mais a mitologia da série com o conceito de pacto com o diabo, poderiam ter sitado alguma relação com a temporada anterior “Apocalypse“, sobre o anticristo, mas acabaram mantendo-se no tema e não divagando muito sobre as temporadas anteriores.

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A ideia de morrer em um local e permanecer como um espirito preso nele, existe desde a primeira temporada, ‘Murder House’, mas que foi reutilizado depois em ‘Hotel‘ e ‘Roanoke‘, agora, essa ideia é de novo apresentada, e usada de qualquer jeito, parece uma forma de escape, quando nada estiver dando certo, apresentam essa formula já conhecida e bastante saturada em um contexto de matança, claro, ninguém vai achar ruim pois corresponde a regra apresentada na primeira temporada, onde um lugar em que aconteceu muitas mortes violentas, é transformado em uma especie de limpo espiritual, e quem morre la, acaba ficando com o espirito preso para sempre.

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A impressão dessa temporada é que no começo, estavam empolgados com o tema, mas acabaram fazendo um meio de qualquer forma, colocando episódios redundantes sem avançar de fato a historia. Parece que não sabiam ao certo como terminar a temporada, o final é a maior prova disso, inventaram um festival de música para depois jogar tudo no lixo e realizar um final morno, quebrando toda o clima da temporada.