Critica | Obsessão (Greta) 2019 – Até onde a Obsessão pode nos levar?

Critica Obsessão

Critica – A história de Obsessão (Greta) é basicamente simples, não mostra nada de muito novo do que quem é acostumado com esse tema não tenha visto. O que chama a atenção aqui é realmente a forma com que a narrativa é guiada até o terceiro ato. O filme consegue construir bem um suspense, dando falsas pistas do que virá a seguir, deixando o espectador adivinhar a trama e muitas vezes ser pego de surpresa. O maior mérito é justamente não ser tão obvio, existem cenas onde fica claro o que vem a seguir mais o roteiro não conclui a ação fazendo com que o clichê vire algo que não foi esperado.

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Frances (Chloë Grace Moretz) é uma jovem mulher cuja mãe acabou de falecer. Acabando de se mudar para Manhattan e cheia de problemas com o pai, ela forma uma amizade improvável com Greta (Isabelle Huppert), uma viúva bem mais velha que ela. Porém, conforme as duas se tornam melhores amigas, as atenções da viúva se mostram muito mais sinistras do que ela imaginava.

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Boa parte do filme é composta por diversos clichês que são quebrados, e em muitas situações o espectador pode achar que o longa esta indo para um lado quando na verdade ele vai para o outro. A construção das personagens é bem realizada, é crível a aproximação da filha que perdeu a mãe com a senhora solitária que não tem mais a quem recorrer.

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As duas atrizes que contracenam as principais cenas Chloë Grace Moretz, que vive a personagem Frances e Isabelle Huppert que interpreta a personagem Greta. Percebe uma diferença enorme da atuação de Huppert para Grace quando as duas estão em cena juntas, porem isso não prejudica o desenho de ambas por conta da harmonia que as duas conseguem entregar.

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O terceiro ato por sua vez descarta tudo que o filme feito trabalhando. Onde as coisas eram apenas sugestivas, aqui tudo acontece mesmo, os principais padrões de filmes nesse estilo é usado e acaba destoando muito do tom que o filme apresentou no inicio. Existem boas cenas memoráveis e brilhantemente arquitetadas mas no geral é algo comum e já visto antes. Isabelle Huppert consegue salvar o terceiro ato por conta da brilhante performance que não chega a ser mais impressionante por que o roteiro não deixa a atriz brilhar como merecia.

Nota: 8/10