Critica | Doutor Sono (2019): Pega os fãs pelas referências mas esquece que é um filme de terror

Critica | Doutor Sono (2019)

Critica: “Doutor Sono” deixa de lado o suspense e atmosfera macabra que existe em “O Iluminado” e entrega uma história que poderia facilmente ser um filme de “Novos Mutantes”. Não apresenta nada de inventivo e repete as mesmas batalhas mentais de todo longa que envolve pessoas com poderes paranormais.

critica doutor sono

Na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos do Hotel Overlook. Danny cresceu e agora é um adulto traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospital local. Mas a paz de Danny está com os dias contados a partir de quando cria um vínculo telepático com Abra, uma menina com poderes tão fortes quanto aqueles que bloqueia dentro de si.

As famosas batalhas mentais, muito famosas na franquia X-Men, podem ser artifícios usados basicamente para facilitar o roteiro, um meio simples que abuso dos efeitos visuais para despistar a atenção do espectador para não perceber a falta de substância na história.

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A trilha sonora repetitiva com um som simulando uma batida do coração é bem cansativo, chega uma hora que não tem como suportar o mesmo som em absolutamente todas as cenas, até mesmo em cenas que não faz sentido do barulho estar. O filme pode funcionar para os fãs que estão esperando muita referência de “O Iluminado“; O retorno ao Hotel é visualmente igual ao longa de 1980, cada detalhe e cenário é nostálgico e um deleite para os fãs.

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As subtramas podem ser o que deixou o filme desinteressante, quem vai assistir espera ver o personagem do primeiro filme e seu desenvolvimento. “Doutor Sono” perde muito tempo com núcleos cansativos de acompanhar, personagens demais para uma história que deveria ser apenas de um.