Crítica de Todo Mundo em Pânico | Uma volta nostálgica que entende exatamente seu público

Depois de anos de pedidos dos fãs, Todo Mundo em Pânico retorna aos cinemas apostando justamente naquilo que transformou a franquia em um fenômeno da comédia. Curiosamente, o novo filme abandona o número “6” no título, uma escolha que lembra a estratégia adotada por Pânico ao relançar sua franquia sem utilizar a numeração tradicional. E claro, não seria Todo Mundo em Pânico sem a presença do icônico Ghostface, que volta a ser um dos principais alvos das piadas.
Grande parte da expectativa em torno do filme vinha do retorno dos irmãos Wayans, mas também da volta de Anna Faris e Regina Hall aos papéis de Cindy e Brenda. As personagens continuam sendo algumas das figuras mais queridas da franquia, e a química entre as duas permanece funcionando muito bem. Só a presença delas já desperta uma forte sensação de nostalgia para quem acompanhou os filmes anteriores.
Como sempre, a produção constrói sua identidade através das paródias. Desta vez, a lista de referências é enorme. O roteiro brinca com filmes como Premonição 3, Premonição 6: Laços de Sangue, Pânico, Pânico VI, Terrifier 3, M3GAN, John Wick, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, A Substância e muitos outros. Algumas referências são centrais para a trama, enquanto outras aparecem apenas como piadas rápidas.
O humor continua seguindo a mesma linha irreverente que consagrou a franquia. O roteiro não escolhe alvos específicos e faz piadas com praticamente tudo que aparece pela frente. Política, comportamento, cultura pop e costumes contemporâneos entram na mira sem grandes filtros, algo que certamente vai agradar quem sente falta desse estilo de comédia mais provocador.
Por outro lado, quem não conhece os filmes anteriores pode encontrar dificuldades para entrar na proposta. O longa não está interessado em contar uma história tradicional com começo, meio e fim muito definidos. A narrativa funciona mais como uma sequência de esquetes e situações absurdas conectadas por uma trama bastante simples. Para novos espectadores isso pode parecer desorganizado, mas para os fãs antigos é exatamente o formato que tornou a franquia tão popular.
Todo Mundo em Pânico entrega exatamente aquilo que promete. É uma comédia nostálgica, recheada de referências, participações inesperadas e um humor que permanece fiel ao espírito dos filmes anteriores. Não tenta reinventar a franquia e nem precisa. O objetivo aqui é divertir quem sentia falta desse universo, e nisso o filme acerta com facilidade.









Reply