Jovens Bruxas (The Craft, 1996) – Critica do Filme

Jovens Bruxas (The Craft, 1996) – Critica do Filme

Critica do filme: “Jovens Bruxas (The Craft, 1996)” é um clássico dos anos 90, que apresenta uma história de amizade, crenças, superação e auto conhecimento. Um filme onde o principal destaque é a bruxaria mas as questões humanas e consequências de algumas ações são o diferencial. A abordagem sobre um grupo de amigas que se sentem isoladas mas que unidas formam uma aliança que não depende dos que estão de fora, somente delas. Certo dia, o trio de amigas percebem uma nova aluna no colégio potencialmente capaz de se tornar a quarta membro desse circulo, formando os quatro elementos: Ar, Fogo, Terra e Aguá, assim, juntando suas forças elas podem usufruir do poder total de sua magia interna que acreditam ter. O longa passava no Brasil na Sessão da Tarde e era um dos responsáveis pela maior audiencia da tv no dia, já que todos esperavam ansiosamente o filme ser exibido na Rede Globo.

jovens bruxas

Somos apresentados a vida de cada uma das personagens, e entendendo que mesmo se sentindo especiais, elas também sofrem com dificuldades familiares como qualquer pessoa. Nancy Downs (Fairuza Balk) é uma adolescente que apresenta um comportamento auto suficiente, e tomando a frente do grupo de amigas, sendo assim encarada como a líder; Já em seu antro familiar, ela tem problemas com seu padrasto e com sua mãe que não se posiciona diante de muita humilhação vinda dele. Isso justifica muito do comportamento de Nancy, pois ela não quer ser igual sua mãe, omissa a si mesma.

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Rochelle (Rachel True) sofre com bullying no colégio de uma menina branca e racista, a personagem se sente diminuída a cada palavra dita sobre sua aparência e cabelo, mesmo sabendo do comportamento horrível de sua colega de colégio ela tenta entender o que faz ela pensar dela assim, mas acaba percebendo que é da natureza dela, que seu comportamento nunca mudaria. A motivação de Rochelle vai além de uma simples implicância com um colega de classe, ela realiza uma forma de justiça natural, como um karma.

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Bonnie (Neve Campbell) tem problemas com sua aparência devido a um acidente que deixou seu corpo com cicatrizes de queimadura, desde então ela se comporta de maneira introspectiva e não se esforça muito para chamar atenção, seu maior desejo é que essas cicatrizes sumam para ela poder viver como ela sempre quis, sem se limitar a usar as roupas que quer usar, e se sentindo linda por dentro e por fora como ela mesma costuma repetir.

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Sarah Bailey (Robin Tunney) carrega a culpa de ter matado sua mãe no nascimento e acha que tudo que aconteceu de ruim com ela e seu pai depois disso também é sua culpa, por alguma razão, Sarah já sabe que possui alguma coisa de especial e diferente das outras pessoas, ela é a unica nascida bruxa do grupo, e seus poderes são naturais e não precisam de catalizadores, apenas de pratica. Ela é usado como ferramenta de ligação para a libertação dos poderes das demais novas amigas. Ela é a unica personagem sem motivação clara, seu pensamento é apenas deixar o cara que ela gosta terrivelmente apaixonado por ela, e não justifica muito ter feito isso a ele.

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Quando os poderes de todas as bruxas estão totalmente liberados, tudo fica fora de controle, já que elas não possuem experiencia com tamanha força e também não nasceram com essas habilidades. Os acontecimentos a seguir são basicamente a exploração máxima desses poderes sem nenhum conhecimento e entendimento. O ego é elevado para a cabeça das personagens e começam a agir da mesma forma que as pessoas agiram com elas, se tornando ainda piores, 3 vezes mais forte.