‘Escrevendo Com Fogo’, produção indicada ao Oscar 2022 como Melhor Documentário, estreia hoje

O documentário indiano “Escrevendo Com Fogo” (Writing with Fire), indicado ao Oscar de 2022, selecionado para 100 festivais ao redor do mundo e distribuído em mais de 40 países, já está disponível no Brasil a partir de hoje, 9 de março. A produção, que é o primeiro filme feito na Índia a ser indicado ao Oscar, é um dos documentários mais premiados nesta temporada: já são mais de vinte prêmios, incluindo dois no Festival de Sundance de 2021 (“Special Jury Award: Impact for Change” e “Audience Award”). Com distribuição da Synapse Distribution no Brasil e na América Latina, o longa está nas plataformas digitais para compra e aluguel no Claro Now, iTunes/Apple, Google/YouTube e Vivo Play.

Em um país onde o jornalismo é dominado por homens, o jornal Khabar Lahariya, criado por mulheres da casta Dalit, chama a atenção. Considerados ‘intocáveis’, os dalits são excluídos do sistema ilegal de castas indianas. Contra todas as possibilidades, já que vivem em uma zona rural dominada pela violência contra mulher, a repórter Meera e sua equipe de jornalistas quebram paradigmas ao explorar as feridas, profundas e complexas, da Índia e a realidade dentro de suas casas.

O documentário acompanha a transformação do Khabar Lahariya, que depois de mais de 20 anos de existência, deixa de ser um jornal impresso. Desafiando as probabilidades, e redefinindo o poder, o Khabar passou a ser uma referência do jornalismo digital ultrapassando 10 milhões de visualizações no YouTube.

Dirigido e produzido por Rintu Thomas e Sushmit Ghosh, “Escrevendo Com Fogo” mostra, pela primeira vez, as histórias reais de corajosas mulheres que desafiaram o sistema e lutaram para escrever seus próprios destinos. “Geralmente, em um filme jornalístico, temos um caso que se torna o coração da história. Aqui, a forma que a história é estruturada e contada é totalmente diferente. Sim, elas são jornalistas, mas elas também são mulheres determinadas e era isso que queríamos colocar como o centro do filme”, explica Rintu Thomas.

O documentário jornalístico levou cinco anos para ser produzido e contou com o apoio das maiores instituições do mundo relacionadas a cinema e documentários, como Sundance Institute, IDFA (International Documentary Filmfestival Amsterdam), Tribeca Film Institute, Fondation AfterCiné, Finnish Film Foundation e outros.