PT entra na justiça contra Record por espalhar fake news

PT entra na justiça contra Record por espalhar fake news: O Partido dos Trabalhadores entra com um processo contra a emissora de Edir Macedo, por causa de uma matéria que envolve o nome do partido com calunias e fake news. A informação foi divulgada pelo próprio PT no site oficial.

PT entra na justiça contra Record por espalhar fake news

Os advogados do Partido dos Trabalhadores protocolaram na Justiça do Distrito Federal, nesta segunda-feira (1/10), ação indenizatória por danos morais contra a Rádio e Televisão Record (Record TV), por ofensa à honra do partido, em uma serie de matérias caluniosas e injuriosas que vêm sendo divulgadas desde 9 de outubro no Jornal da Record e no programa Domingo Espetacular.

A ação demonstra que a Record TV vem repetindo sistematicamente acusações sabidamente falsas contra o PT e seus dirigentes, inclusive o ex-presidente Lula e a presidenta Gleisi Hoffmann, feitas em entrevista de uma blogueira espanhola de extrema-direita, conhecida em seu país por espalhar fakenews agressivas (tendo sido inclusive condenada por isso).

Esta suposta fonte, parcial, suspeita e sem credibilidade, tem sido usada pela Record TV para acusar sem provas partidos de esquerda na Espanha e na América Latina, inclusive o PT, de ter recebido financiamento do narcotráfico, num enredo fantasioso que envolveria as FARC e o governo da Venezuela. Nenhuma prova do que ela diz é apresentada nas matérias da TV.

Na ação os advogados do PT demonstram que a Record está levando a uma rede nacional de TV o método criminoso da fakenews empregado nos subterrâneos da internet. E concluem que a emissora “proferiu grave e inconsequente ofensa e violação à honra objetiva e subjetiva do Requerente com calúnia e difamação, ainda mais agravante em razão do alcance incalculável de visualizações e compartilhamentos nas redes sociais”.

Pelos crimes de calúnia e difamação os advogados demandam que a emissora seja condenada a indenizar o PT na quantia de R$ 100 mil. Requerem também que as matérias ofensivas sejam retiradas das redes sociais ligadas à Record e que a emissora deixe de divulgar as acusações falsas, frisando que esta decisão não configura nenhum tipo de censura, mas a garantia constitucional de preservação da imagem e da honra.