PF Indicia Carla Zambelli e Hacker Walter Delgatti por Invasão do Site do CNJ

O caso

A Polícia Federal (PF) indiciou a deputada federal Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti por invasão do site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Durante o hackeamento, documentos falsos foram inseridos no sistema do Judiciário, incluindo uma falsa ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com imitação de sua assinatura.

Decisão da PGR

O relatório da PF será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se denuncia ou não Carla Zambelli ao STF. Uma eventual denúncia marcaria o início da ação penal que pode levar à condenação ou absolvição. O relator dessa investigação no STF é o ministro Moraes.

Posicionamento das defesas

Em nota, o advogado de Zambelli, Daniel Bialski, afirmou que ela não fez nenhum pedido para Delgatti invadir o sistema do CNJ. Já o advogado de Delgatti, Ariovaldo Moreira, afirmou que não se surpreende com o indiciamento e que a defesa pretende reiterar o pedido de liberdade do hacker, alegando ausência de motivo para manutenção da custódia cautelar.

Contexto político

Esse é o primeiro inquérito concluído pela PF que envolve aliados próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro em contextos de ataque à democracia. Zambelli, que era uma das principais aliadas de Bolsonaro, foi a segunda deputada federal mais votada em São Paulo, com quase 1 milhão de votos.

Detalhes da invasão

Embora a PF não tenha encontrado trocas de mensagens entre Zambelli e Delgatti, foram achados nos equipamentos pessoais de Zambelli quatro documentos falsos inseridos criminosamente pelo hacker no sistema do CNJ. A investigação apontou que Delgatti foi instigado pela parlamentar a cometer a invasão do CNJ, com o objetivo de difundir suspeitas sobre a credibilidade do Judiciário.

Acusações e penas possíveis

O relatório da PF aponta que Zambelli cometeu quatro vezes os crimes de invasão de dispositivo informático qualificado e falsidade ideológica, somando penas máximas que podem chegar a 28 anos de prisão. Delgatti, por sua vez, cometeu nove vezes o crime de invasão de dispositivo informático qualificado e 22 vezes o de falsidade ideológica.

O caso evidencia a complexidade das relações entre política e tecnologia, destacando a importância da segurança cibernética e da responsabilidade no uso da internet. O desfecho desse caso terá impacto não apenas na vida dos envolvidos, mas também na percepção da sociedade sobre a integridade de suas instituições.




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