Biden Busca Ajuda de Lula para Acalmar Tensões entre Venezuela e Guiana

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Joe Biden, solicitou a cooperação do governo brasileiro para acalmar a tensão na fronteira entre Venezuela e Guiana devido ao conflito em Essequibo. A Casa Branca, ciente de suas limitações para lidar com a crise, vê o Brasil como um ator crucial para evitar uma escalada do conflito na América do Sul. Autoridades americanas indicaram que o ex-presidente Lula poderia desempenhar um papel privilegiado para promover o diálogo, considerando sua posição e influência na região.

O governo dos EUA sugeriu duas ações simultâneas por parte do Brasil. Primeiramente, um aviso claro a Nicolás Maduro de que não haverá retirada das sanções internacionais e interrupção das negociações com a oposição. Em segundo lugar, um comunicado à Guiana, enfatizando o apoio diplomático, militar e político dos EUA, mas ressaltando que isso não justifica um endurecimento do discurso ou a adoção de medidas precipitadas.

A administração Biden expressa preocupação com a possibilidade de um conflito militar na América do Sul, considerando o momento delicado com a crise na Ucrânia e a situação em Gaza. Além disso, teme impactos em sua agenda doméstica, com a eleição americana se aproximando e a necessidade de conquistar o voto latino. O presidente Lula, em resposta, expressou preocupação crescente com a crise em Essequibo e defendeu a ação conjunta do Mercosul para evitar uma guerra, indicando a disposição do Brasil para reuniões sobre o assunto.




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