Ministro do STF Homologa Delação de Mauro Cid contra Bolsonaro e Concede Liberdade Provisória

No último sábado (9), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tomou uma decisão de grande repercussão ao homologar o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid em colaboração com a Polícia Federal (PF). Além disso, o STF também concedeu a liberdade provisória a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava detido desde maio.

Na última quarta-feira (6), Cid compareceu ao STF e formalizou sua intenção de colaborar com as autoridades, sendo recebido pelo juiz auxiliar Marco Antônio Vargas, que atua no gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

É importante destacar que a lei que trata da colaboração premiada permite que a PF negocie acordos diretamente com o investigado, sem a necessidade de aprovação do Ministério Público. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal validou essa possibilidade de a PF conduzir as negociações.

Mauro Cid, que foi uma figura de destaque como braço-direito do ex-presidente Bolsonaro durante seus quatro anos no Palácio do Planalto, prestou um longo depoimento à PF em agosto, durando mais de dez horas. As investigações em curso envolvem diversos aspectos, como a venda ilegal de joias recebidas por comitivas presidenciais, a suposta tentativa de invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a falsificação dos cartões de vacinação da família Bolsonaro. Também foi revelado que Cid tentou resgatar um conjunto de joias que o casal Michelle e Jair Bolsonaro havia recebido da Arábia Saudita, retidas pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos (SP).

Em 2023, o ex-ajudante de ordens esteve envolvido em um esquema relacionado à venda de objetos de valor que Bolsonaro havia recebido como presente em sua função de chefe de Estado. O desenrolar desses eventos continuará a atrair a atenção da opinião pública e das autoridades.




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