Satisfação em Morar no Brasil e Orgulho de Ser Brasileiro Crescem no Primeiro Ano do Governo Lula, Indica Datafolha

No primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula (PT), os brasileiros expressaram um aumento significativo em sua satisfação em morar no Brasil e no orgulho por sua nacionalidade, de acordo com a última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na sexta-feira (8) pela Folha de S. Paulo.

A pesquisa, realizada na terça-feira (5), abrangeu 2.004 eleitores em 135 cidades do país, com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os resultados revelaram que a satisfação em morar no Brasil subiu de 59% para 74% em apenas um ano, aproximando-se do pico histórico registrado pela série iniciada em 2000 pelo instituto.

Quando questionados sobre o nível de satisfação em morar no país, 74% dos entrevistados classificaram como “ótimo/bom”, enquanto 18% consideraram “regular” e apenas 8% avaliaram como “ruim/péssimo”. Não houve registros de respondentes que não souberam opinar.

A estabilidade na percepção negativa do Brasil para viver é notável, com 8% dos eleitores expressando essa visão, em comparação com os 9% registrados na pesquisa de dezembro de 2022. Notavelmente, a queda de 33% para 18% na categoria “regular” destaca a mudança no sentimento dos brasileiros em relação ao local onde vivem.

O Datafolha destaca que além do ambiente político, outros fatores, como a situação econômica e a redução do desemprego para 7,6% no trimestre encerrado em setembro, contribuem para esse otimismo geral.

No que diz respeito ao orgulho de ser brasileiro, os números também mostram um aumento significativo. O sentimento de orgulho cresceu de 77% para 83% em um ano, aproximando-se dos 89% registrados em novembro de 2010. Paralelamente, o sentimento de vergonha em ser brasileiro caiu de 21% para 16% no mesmo período.

Ao explorar as nuances desse sentimento nacional, a pesquisa revela que 83% dos entrevistados afirmam ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro, enquanto 16% sentem mais vergonha do que orgulho. Apenas 1% não soube opinar. Uma análise mais aprofundada mostra que o país experimentou um momento de quase inversão desses sentimentos em junho de 2017, durante o governo Michel Temer (MDB), quando houve um empate inédito, com 50% dos entrevistados declarando ter mais orgulho do que vergonha, e 47%, o contrário.




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