Striking Vipers, Episódio 1 – Black Mirror 5ª Temporada (2019) | Critica

Striking Vipers

Striking Vipers é um episódio de Black Mirror que pode não agradar muitas pessoas por conta do ritmo lento de desenvolver a trama. A tecnologia aqui apresentada não é novidade, lembra muito o que já vimos em “San Junipero” com realidades simuladas. Não tem problema repetir meios já usados anteriormente se isso acrescentar na narrativa e ousar em outras possibilidades do que já conhecemos. Acho que também não deve agradar por não ser o tipo de episódio que choque visualmente ou psicologicamente mas sim que te faz refletir. Confira também outras Criticas.

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É impressionante como o trailer do episódio é completamente diferente do que o episódio é, eles entregam uma história do trailer e no episódio é apresentada outra, mas é claro que isso foi proposital, justamente para despistar o espectador e não entregar a trama completa do que aconteceria.

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O ponto principal do episódio são os questionamentos do que é real, o que vale a pena para conseguir se sentir vivo e quem é você de verdade. A sexualidade aqui é apresentada de formas bem abrangentes. Temos aqui situações que mudam conforme a perspectiva de cada personagem.

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Para quem esta de fora, o relacionamento dos amigos é visto como algo homossexual. Para Karl (Yahya Abdul-Mateen II), é como se ele fosse transexual e para Danny (Anthony Mackie) é como se ele fosse um homem hétero se relacionando com uma mulher cis gênero. Todas essas discussões são ampliadas ainda mais quando os personagens resolvem se encontrar para saber se podem ou não serem gays, a descoberta de que não são e mas mesmo assim ainda sentem desejo um pelo outro mas penas virtualmente é de explodir a cabeça.

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Tem uma cena especifica em que Danny (Anthony Mackie) esta enviando uma mensagem para o celular de Karl (Yahya Abdul-Mateen II) e termina a frase com “Bjo”. O personagem se questiona sobre isso, pois a relação virtual que ele tinha com o amigo era diferente da física. Essas reflexões por mais simples que possam ser, se tornam bem maiores do que são se colocadas em perspectivas diferentes e esse episódio brinca muito com a forma com que cada pessoa enxerga uma coisa.

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Theo (Nicole Beharie) por outro lado também tem seus desejos, mas não virtualmente e sim pessoalmente. Os personagens entendem que o desejo virtual e pessoal que cada um sente são basicamente os mesmos e por isso surge o acordo de cada um ter sua aventura sexual do seu jeito.

Nota: 9.5/10