Critica | Smithereens, Episódio 2 – Black Mirror 5ª Temporada (2019)

Smithereens Black Mirror

Esse é sem dúvida o episódio menos chamativo em comparação aos demais que a série já apresentou. “Smithereens” é um episódio onde é mostrado algo que não é característico do que a série Black Mirror propõe. A história aqui contada é atual, tanto que se passa em 2018. Black Mirror é uma série que apresenta como um futuro distópico é afetado por causa da tecnologia do homem; Aqui essa ideia é colocada nos dias de hoje e soa como algo banal pois tudo que assistimos no episódio não chega a chocar por que já estamos acostumados com isso, e em relação a deixar algo reflexivo o episódio tenta mas não sai do raso.

Smithereens Black Mirror
Smithereens conta a história de Chris, que tenta contatar o criador de uma rede social para desabafar sobre sua grande perda no passado. O episódio é de inteiro comum, até demais, mas levando em consideração a segunda camada que ele oferece, podemos perceber que existe algo que esta sendo contado em forma alegórica cristã. O criador da rede social pode ser entendido como o criador do mundo, ou seja, Deus. O homem tenta contatar ele sobre sua perda mas ele só quer desabafar pois Deus não tem controle sobre o sua criação. O episódio deixa claro essa alegoria quando coloca falas na boca do personagem de Billy Bauer (Topher Grace), algo como: “O bom de ser quem eu sou, é que posso dar uma de Deus“.

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Smithereens Black Mirror
Quando Chris finalmente consegue contata-lo e finalmente desaba o que lhe aflige, Bauer diz o seguinte: “Eu não sei o que te dizer, cara. Eu não sei o que você quer que eu diga. Não era para ser assim. Toda essa plataforma, eu juro por Deus. Era uma coisa quando começou e depois virou outra“. Isso pode ser entendido que Deus criou o mundo mas deu o livre arbítrio para as pessoas decidirem o que fazer de suas vidas sem interferência dele. As vestimentas e aparência do personagem de Bauer também pode reafirmar essa metáfora sobre Deus e criação.

Smithereens Black Mirror

Se olharmos o episódio apenas pelo que ele entrega, talvez não agrade muito, pois é uma história comum e atual. Claro que podemos refletir o quanto estamos apegados as redes sociais e o que isso pode trazer para nossas vidas pessoas, sendo coisas ruins ou boas. Até que ponto devemos imergir nas redes sociais? Até mesmo a forma com que encaramos o episódio pode ser entendida como uma metalinguagem, no caso, o episódio é o mais fraco e com isso assistimos ele como algo corriqueiro e simples assim como as pessoas da cena final assistiram o desfecho do sequestro e seguiram com suas vidas como se nada tivesse acontecido.

Nota: 7/10